sábado, 13 de março de 2010

Paciência

Sempre ouvi dizer que a paciência é um dom do ser humano. Ter capacidade para ouvir e respeitar, ainda que não se concorde, ter a capacidade de ensinar com consideração pela dificuldade/facilidade de compreensão do outro, ter a capacidade de esperar. Infelizmente, nem toda a gente nasce com o dom da paciência.

Mas afinal o que é um dom? Eu não acredito que os dons ou se têm ou não se têm. Eu acredito sim no trabalho e perseverança. 90%trabalho e 10%dom. Claro que há pessoas extremamente dotadas: com muito mais facilidade para certas tarefas ou desafios. Mas não acredito que aquelas pessoas que nascem sem nenhum talento especial, nunca possam vir a tornar-se verdadeiramente talentosas. E tal como todos os dons, acredito que a paciência também se trabalha. Eu nunca fui muito paciente a nível pessoal mas assim que se tornou essencial que o passasse a ser a nível profissional, eu aprendi a sê-lo. O problema é quando, por algum motivo, há pessoas que passam toda sua vida sem serem ensinadas a ser pacientes. Por algum motivo, sempre passaram ao lado de tudo e nunca foi essencial na suas vidas aprender. E quando chega aquele momento em que isso interfere com a vida dos outros, já não lhes interessa. "Quem está mal que se mude" é o seu lema. E nunca reflectem por um segundo, que pode ser a sua incapacidade de ser paciente que está mal. Já alcançaram o que tinham a alcançar e já não há interesse nem utilidade em tornarem-se pacientes só porque os outros se sentiriam melhor com isso.

A falta de paciência torna as pessoas desumanas, frias e insensíveis. Fico feliz por ter aprendido a ser paciente, ainda que muitas vezes me corroa o estômago!


Imaginem se Jesus não tivesse tido paciência!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Escolhas?


Queridos amigos;

Decidi escrever hoje de forma muito directa e pessoal. Portanto, cá vai.

Escolhas. Estava hoje a pensar se acredito na palavra escolha. E sinceramente não cheguei a qualquer conclusão. Não acho que as coisas da vida sejam uma obrigatoriedade. Acredito sim, que tudo é possível. Com jeitinho, força de vontade e dedicação tudo se faz. E o resto, é uma questão de bom senso.
Hoje estava a "conversar" (escrevo desta forma porque infelizmente as minha conversas aqui não duram mais que uma frase já que as pessoas falam em esloveno constantemente e apenas me traduzem pequeno troços de conversa que pouco dão para comentar) e falava-se sobre as mulheres com sucesso na vida. E eu comentei que achava tão injusto não serem dadas as mesmas oportunidades a mulheres e homens. Um homem pode ter filhos e ser director de uma empresa. Já uma mulher ou tem filhos ou é directora de uma empresa e mesmo assim, tem mais dificuldade em chegar lá do que um homem com 5 filhos. E alguém que participava na conversa disse directamente: "As coisas não são assim. Tem de se escolher, não se pode ter tudo. Tens de saber à partida logo se queres ter família ou carreira". E eu, que entretanto aprendi a calar-me (coisa que nunca fiz e que faço agora com muita relutância), engoli e fiquei sossegadinha no meu lugar. Mas aquela intervenção mexeu comigo de tal forma, que não pude deixar de escrever sobre ela.
Irrita-me haver pessoas que pensam assim e irrita-me que impunham estes limites e barreiras. Irrita-me que um homem que fique em casa a tomar conta dos filhos seja dado como exemplo ao argumento 'não é bem assim' (além de ser considerado um herói) mas que uma mulher que fique em casa com os filhos seja considerado algo normal e comum. Irrita-me. Irrita-me pensar que, por mais que me esforce neste mundo, vai sempre haver gente a erguer-me barreiras para não me deixar passar só porque sou diferente. E um dia, não sei como, (e há-de sair-me o euromilhões), eu vou abrir o meu negócio, vou ser grande, vou ter família e vou rir-me e mostrar a todos que é possível porque eu NUNCA irei escolher. Eu QUERO ter tudo e não vou deixar de tentar só porque me dizem que NÃO.

E como eu diria aqui: I'm pissed of!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Živijo from Ljubljana


Pois é... parece que ainda ontem me estava a despedir da minha casa e já vou na terceira semana de trabalho em Ljubljana.




Mudança

Trocar de carro, trocar de casa, trocar as calças de gan
ga favoritas. É sempre difícil deixar aquilo a que já nos habituámos, a que chamámos lar, onde nos sentíamos confortáveis. Mas a mudança faz parte da vida e, quando o carro deixa de funcionar, a casa passa a ser pequena e as calças deixam de servir, há que mudar! E custa a habituar ao que é novo, a ver o novo como lar, com conforto. Mas com tempo, amor e persistência, tudo é possível!














Degraus


Todos os caminhos têm obstáculos e partes mais difíceis d
o que outras. O meu caminho está atravessar uma parte mais complicada e, enquanto pensava numa boa metáfora para o definir, a palavra 'degraus' veio-me à cabeça. Porque não se trata de pedras, nem de curvas mas sim daqueles degraus que nos levam ao 15º andar de um prédio sem elevador e que, a partir do 5º, nos fazem parar em cada lance de escadas para descansar. As pernas doem, os músculos queixam-se mas lá em cima é que fica o 'lar', portanto há que lá chegar. Eu estou a subir degraus, não sei quantos já subi nem quantos me faltam mas sei que estou ansiosa para ver o que me espera no topo.













Harmonia

É preciso adaptação quando há mudança.É preciso equilíbrio q
uando se sobem degraus. Não vou até ao 15º andar de saltos altos (embora me desse muito estilo!), obviamente que escolho sapatilhas (ou para as pessoas do Sul, ténis). Não vou subir degraus indefinidos sem levar água, sem me preparar para a caminhada. Nem consigo fazer uma mudança sem coração aberto e mente disponível!
Portanto, é preciso harmonizar, balancear, conjugar. Eu vou para ali, do que preciso? O que pode fazer-me sentir mais confortável, o que me facilita a caminhada?
Eu ainda estou à procura do equilíbrio, daquilo que vai tornar mais fácil a minha transição, mas vou caminhando pouco a pouco! Se não tenho sapatilhas, vou descalça! Pode não ser tão confortável mas há que saber jogar com o que se tem! E pouco a pouco, hei-de chegar. Onde, não sei. Mas hei-de chegar!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

De malas feitas

Malas feitas, pronto a partir
Ir para fora para entrar
Nesta aventura de me descobrir
Nos sorrisos que me vens rasgar.

Cara alegre e meia maçã
Amigos, director e mamã
Com Jesus nada de mais essencial há
Quanto menos se tem mais se dá!

O Essencial és TU!

Por: Missé





Mais uma fantástica letra de Campinácios que se encaixa perfeitamente na minha vida!
De malas feitas, nervosismo no corpo e aperto no coração, me preparo para embarcar numa aventura que, ainda hoje, não sei como tive coragem para aceitar.
Da próxima vez que escrever vou estar a 2500km daqui e espero eu, a encontrar o caminho para a felicidade! Obrigada a todos os que têm seguido os meus textos!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sofrimento por Osmose



Há muitos tipos coração: os que são frios, os que são moles, os que são pesados, os que são apertados, os que são manteiga.




Os corações frios, escondem tudo. Fingem não sofrer com os seus problemas e dos problemas dos outros, nem têm paciência para ouvir falar.
Os corações apertados e de manteiga são sofredores e sensíveis. Sofrem, sentem, vivem mas com muita mágoa... por vezes mágoa a mais. E nunca há descanso. Coisas boas acontecem, festeja-se durante cinco minutos mas depois!, volta-se à preocupação de sempre: será que correu mesmo bem? Não estou a festejar antecipadamente? E os meus outros problemas todos? Se calhar devo preocupar-me agora com eles. E o coração nunca tem descanso.
Apesar de tudo isto, estes corações são bons. Sofrem não só por si mas pelos outros. E, não importa a maior alegria do mundo, se alguém ao nosso lado está a sofrer e não sabemos como ajudar. E às vezes uma palavra e um gesto não bastam. O que fazer então? Gostava de ter uma resposta concreta, científica mas os sentimentos humanos são algo que, para mim, vão muito além da química.
O sofrimento faz parte da vida e é graças a estes momentos que, quando a verdadeira alegria chega, se consegue saborear a vitória e a excitação de alcançar um objectivo.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Reflexo


Todos gostariam de ser algo que não são, ter algo que não têm. É inevitável. Ninguém é perfeito. Compete-nos a nós conseguir sair da concha e voar. Embora nem sempre dependa de nós: obrigações, deveres, medo de desilusão são todos factores que nos levam a ficar na concha, demasiado confortáveis mas ainda assim, infelizes.

A pequena sereia queria sair do mar e conhecer o mundo dos humanos, a Bela queria sair da pequena aldeia onde vivia e entrar numa história de príncipes encantados, a Mulan queria dar um sentido à vida maior do que se conformar em honrar os pais.
Penso que muito se pode tirar de histórias infantis e eu que, certamente, cresci com elas, encontro uma parte de mim em cada personagem.

O que quero dizer é: o conforto não compensa se não houver vontade de viver cada dia quando o despertador toca; O dinheiro não tem valor se não houver maior ambição: ambições humanas, solidárias!; E o medo de desiludir os outros não compensa quando todos os dias nos sentimos desiludidos connosco mesmos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

AVATAR - Pocahontas


Quando falei em ir ver o AVATAR (a nova revelação cinematográfica), uma colega minha disse-me: Gostaste da Pocahontas? É igual!

E na verdade, o AVATAR não passa da mesma história já recontada inúmeras vezes: a história da humanidade (infelizmente cada vez mais negra). A necessidade de querer sempre mais mas, em vez de se querer mais espiritualmente, os homens cada vez querem mais materialmente. São inúmero os episódios ao longo da história em que os homens puseram a riqueza à frente da vida (basta lembrar o tempo da escravatura: tanto do povo africano como dos índios) e assim continuará a ser. Infelizmente.
Claro que este filme tem um final feliz, mas receio que no mundo real, ele não viesse a acontecer.

Durante toda a história, é enfatizada a importância da ligação entre toda a natureza: as árvores, os animais, e os habitantes. Senti mesmo pena de cada vez haver menos pessoas no mundo capazes de perceber esta ligação. Só porque o ser humano não tem tranças compridas que se ligam à relva ou a pássaros gigantes, não quer dizer que não possamos compreender e sentir a simbiose entre todas as coisas.
Mas é bem mais interessante matar um elefante e ganhar umas notas com a venda do marfim, do que torná-lo companheiro fiel de vida...
Tenho mesmo pena ... e como chorona que sou, acho que me tive mesmo de aguentar para não deixar cair uma lágrima de desilusão pela humanidade.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Seasons of Love

525 600 minutes
525 600 moments so dear
525 600 minutes
How do you measure, measure a year?

In daylights, in sunsets,
in midnights, in cups of coffee?
In inches, in miles
in laughter, in strife?

525 600 minutes
How do you measure a year in the life?

How about Love?
Measure in love!
Seasons of love!

525 600 minutes
525 600 journeys to plan
525 600 minutes
How do you measure the life of a woman or a man?

In truth that she learned?
or in times that he cried?
In the bridges he burned?
or the way that she died?

Its time now to sing out
though the story never ends!
Lets celebrate remember a year
in the life of friends!

How about Love?
Measure in love!
Seasons of love!

Quem me conhece, sabe que sou uma fã, literalmente fanática, de musicais. Se tivesse nascido nos Estados Unidos, seria uma daquelas desgraçadas, no fundo da "cadeia alimentar" escolar ! Mas uma desgraçada orgulhosa!

Os musicais têm um pouco de tudo: alegria, tristeza, revolução, raiva, amor!
E assim, deixo-vos hoje uma música de um vencedor da Broadway: Rent.

É bom reflectir sobre o quão relativo é o tempo. Passa rápido quando não se quer e quando se quer, passa devagar. E o tempo é assim tão importante? Marcações, horários, prazos, limites!
Às vezes, deixamos de ligar ao que é realmente importante. E por que não medir um ano em viagens ou risos ou dias de sol? Ou Amor?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano Novo. Vida Nova? (É desta?)







Ora bem... como sabem eu não gosto de passagens de ano. E não gosto mesmo! Este ano não foi excepção. O dia 31 voltou a ser um dia doloroso (de certa forma compensado pela distracção do trabalho que não deixei de fazer), e a noite ainda pior! Por mais que seja "só mais um dia" (porque o é mesmo), não deixa de ser o último dia do ano e eu não consigo ignorar todo o significado que representa. O fim de uma etapa, de um ciclo, de uma história. E eu não gosto de despedidas, nunca gostei e sou uma chorona. Portanto, custou! Custou mesmo muito.

MAS!

Mas! Ao contrário dos outros anos em que parte da minha depressão era também provocada pelo facto de o fim de ano ser uma altura de mudança e nada mudar na minha vida, este ano acordei com um sorriso nos lábios na primeira manhã do novo ano. Porque este ano sim, irá haver mudança. Aproxima-se o fim de uma fase, e o início de outra. Se tudo correr bem, a faculdade estará para trás das costas daqui a dois meses e finalmente iniciarei a minha vida no mercado de trabalho. Portanto, é uma grande mudança, e estou feliz por vir a acontecer!
Gostava de especificar mais sobre o tema, mas eu tenho algumas "superstições pessoais" (inventadas por mim quase, nada a ver com gatos pretos ou escadotes) e tenho medo de espalhar uma boa notícia que depois, por algum motivo, não se venha a verificar. Portanto daqui a mês e meio cá estarei a contar a nova etapa da minha vida!

De resto, desejo a todos um excelente ano! Cheio de mudanças boas, porque as mudanças dependem sobretudo de nós e compete-nos faze-las acontecer!


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal


Amigos,

Desta vez, não vou escrever um testamento zangado. Decidi que o Natal é demasiado bom para me deixar influenciar por opiniões pouco conhecedoras.
Desta forma, venho desejar-vos um excelente Natal, com tudo o que lhe deveria estar associado: paz, amor e harmonia. Que Jesus possa renascer nos vossos corações!

Deixo-vos com uma música do filme "Mickey's Christmas Carol", uma versão animada do conto de Charles Dickens que me lembro de ver desde muito pequena.

Feliz Natal a todos

Mariana